"A Alma é um pássaro, está sempre a querer cantar, mas tudo a atordoa." Irene Lisboa (Solidão)

06
Mar 18

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Porque espreitais, lágrimas?

Viciosas, importunas, tão furtivas e tão repetidas.

Lendo, pensando... solícitas, solícitas!

 

Que é que se chora?

Nada, nem se sabe.

O que não foi e podia ter sido...

O impreciso, tudo e nada, toda a vida!

 

Mas como caem elas?

Se passam dos olhos rolam de repente, redondas,

redondas, apressadas...

E logo esquecem.

Mal de esquecer, pior que o de lembrar.

 

O coração, afinal, não é mais que um bocado de

terra ou de erva sempre a murchar e a rebentar.

E nessa fadiga, nessa lida, se gasta, se empobrece,

se inutiliza!

 

Irene Lisboa (1991). Um dia e outro dia… / Outono havias de vir. Lisboa: Editorial Presença.

publicado por Jorge da Cunha às 18:55

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