No próximo dia 25 de novembro de 2018, faz 60 anos que morreu Irene Lisboa. Sobre este acontecimento triste, mas pouco notado pelo povo que a autora tanto cantou, José Gomes Ferreira escreveu:
"Luto. 26 de novembro de 1958.
Enterro de Irene Lisboa. Cemitério da Ajuda. Poucos acompanhantes, mas todos imersos nessa profunda cerimónia religiosa do Silêncio, onde os ateus e os agnósticos tanto sentem o princípio do Tudo e do Nada.
Nenhuma necessidade de provarmos que estávamos vivos, com palavras ou lágrimas.
Só o rasto do ruído dos pés na terra atrás do caixão. O pequeno e discreto choro da Terra..."
Ferreira, José Gomes,
Imitação dos dias: Diário inventado,
Lisboa: Portugália Editora, 1970, p. 97.


Por isso...
"Descansa, Irene, a dos “olhos vigilantes”. Hão de ler-te até ao fim da língua portuguesa, cada vez mais viva e alargada pelo mundo em pátrias novas."
José Gomes Ferreira,
“Breve introdução à obra de Irene Lisboa”,
Vol. 1 (Poesia I, 1991), de Irene Lisboa,
Editorial Presença, 1978, p. 30.
