"A Alma é um pássaro, está sempre a querer cantar, mas tudo a atordoa." Irene Lisboa (Solidão)

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Mai 18

Vamos lá... é só um cheirinho do maravilhoso texto Dizia o rio, de Irene Lisboa, recentemente editado pela Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos:

IMG_5151.jpg

(Excerto)

"Levei anos, pacientemente, a abrir galerias subterrâneas. Toda a minha ambição era romper até à luz! E aí me punha eu dia e noite em teimosas lutas com a terra e com as rochas que me tolhiam a passagem.

Ai, que alegria tamanha senti no dia primeiro em que descobri o céu por entre os últimos grãos de terra que tinha a vencer! Começava a anoitecer e eu, receoso e cheio de respeito por tudo aquilo tão estranho para mim, deitei-me a correr muito devagarinho, abafando a voz, com mil cautelas, não fosse dar nas vista e provocar algum desagrado."

 

Irene Lisboa (2018). Dizia o rio e Soldado de chumbo... cavalo de pau. Arruda dos Vinhos: Edições CMAV.

publicado por Jorge da Cunha às 15:47

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