
Cai um pássaro do ar, devagar, muito devagar.
E as árvores soturnas não se mexem.
Estio!
Não se veem bulir as árvores, em bloco, ou aos arcos, estampadas…
Elegante Lapa! Sol fosco, paisagem da manhã.
A gente do sítio, pobreza e riqueza, ainda recolhida.
Aqui uma janela discreta que se abre, preta, cega.
Ali outra fechada.
E esta alternância, bastante irregular, vai-se repetindo, repete-se…
E eu, ai eu! prisioneira, sempre prisioneira; tão enfadada!
Irene Lisboa
Revista de Portugal nº 3, 1938
